A Loira da Ferrari Vermelha

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Jornal Vida Brasil Texas ferrari-show A Loira da Ferrari Vermelha Crônicas    A noite estava linda, e o dia tinha estado quente, maravilhoso. A praia repleta, e naquela noite a rapaziada bebericava um ou outro chopinho e degustava um camarão frito, linguicinha, e carne seca.

Jornal Vida Brasil Texas Cabo-frio2 A Loira da Ferrari Vermelha Crônicas    Todos os tradicionais tira-gostos da culinária brasileira.   O bar do Zezé estava repleto pois era aconchegante , na avenida beira-mar. O corpo a corpo era genial e fatal.

Jornal Vida Brasil Texas Cabo-frio A Loira da Ferrari Vermelha Crônicas    Cada qual querendo mostrar seu corpo e se possível estacionar seu carro quase dentro do local, para aparecer mais e encher os olhos das gatinhas que adoram um carro importado e esporte. Bem, a noite estava começando. Era 1 da manhã, sexta-feira. A moçada da Tijuca, de Juiz de Fora e BH  estava em peso. Cabo Frio, Rio de Janeiro, estava brilhando.

Jornal Vida Brasil Texas Rena-4 A Loira da Ferrari Vermelha Crônicas    As ondas mansas refletiam no seu desaguar na praia o brilho do luar, deixando na sua calmaria no retorno da sua formação, mariscos, moluscos e conchas, enfeitando a areia branca onde se escondiam, numa rapidez pensada, mas não explicada, por ser segredo da natureza. De repente, todos no local olham para uma só direção, enquanto outros mais exaltados gritavam e aplaudiam. Saindo de uma Ferrari vermelha conversível, novinha, uma loira maravilhosa. Tinha tudo a ver com a Gisele B. tal o porte imponente da moça! A galera olhava, com olhar babando de pidão.

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Elazinha entrou só, toda de branco, vestida em mini saia curtíssima, deixando para a imaginação os demais apetrexos. Com um sorriso no canto da boca, sabedora do fuzuê que calsou, sentou se e todos acompanharam para ver quem era o felizardo.

Jornal Vida Brasil Texas BAR-BAR A Loira da Ferrari Vermelha Crônicas    Mas ela sentou-se, e nada demais! O celular tocou, ela atendeu, levantou-se e andou pelo recinto, de um lado para outro. Como se fosse no Maracanã, todos olhavam e acompanhavam o possível desenrolar da trama, como se fosse uma jogada do Neymar, pois ela parecia nervosa.

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De repende ela falou: “Vou me matar” e caiu imediatamente, desabou, desmaiou. A correria foi total. Vários marmanjos se empurrando querendo fazer respiração boca-boca, tentando recuperar a moça. Parecia uma corrida de maratona.  Era o desejo e interesse geral em auxiliá-la, socorrer e prestar os primeiros socorros a bonita donzela. Ouviu-se um grito em bem alto e todos que estavam ao redor da moça estendida, corpo lindo, inerte no chão, levaram um susto e olharam em direção da rua. Uma moçoila desceu de um taxi e saiu correndo, desesperada e se jogou em cima da loira, aos prantos, pedindo perdão, perdão. Neste exato momento, como se fosse um milagre, a lindona da Ferrari Vermelha, abriu os olhos verdes amendoados e as duas se beijaram, apaixonadamente.

Jornal Vida Brasil Texas Fera A Loira da Ferrari Vermelha Crônicas    Os marmanjos, no maior  respeito, na moral, no veneno, no sapatinho, em um zum zum zum, extremamente desolados foram saindo de mansinho, enquanto as duas ajoelhadas, entre risos e lágrimas, trocavam juras de amor.

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