Cordel – Meu Sertão

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Jornal Vida Brasil Texas Sertao-1 Cordel - Meu Sertão Arte & Cultura

     Fonte foto – Wikipédia, a enciclopédia livre.

Por  Antônio Marcos Bandeira- Fortaleza Ceará.

  Meu sertão querido
 Meu torrão amado
  Nunca te esqueço
  Meu berço adorado
*
Vives em mim
E me sustentas
Saudade infinda
Das tuas parlendas
*
Do meu pé de serra
Das secas estradas
 Das cercas tão cinzas
Foram queimadas.
*
Após as chuvas
 Fica verdinho!!!
Sol suportável
Pelo caminho
*
    Sertão que é forte
   Bravo, guerreiro
 Suor e lágrima
 O tempo inteiro
*
 Sertão da fome
E da bravura
De morte e dor
Sertão fartura
*
   Sertão da perda
E do amor
Da alegria
  Do dessabor.
*
Sertão da caatinga
 Da chuva que traz alegria
  Sertão do nosso feijão.
Do cordel da poesia.
*
 Sertão dos nossos poetas
  Do cantador, da embolada.
Do Pescador e do coco.
Do reisado e da congada.
*
Sertão do nosso vaqueiro.
Sertão da mulher rendeira.
Sertão do homem do campo.
Do cangaço da ribeira.
*
Sertão da literatura
Do Cassimiro coco
Do mamulengo, do circo
“Das brenha e do papôco”
*
Meu sertão das histórias
De cabras muito valentes
De homens sanguinários
De viola e de repente
*
Sertão dos Bebin
Sertão das fêra
Dos malfazejo
Da muié Rezadeira,
*
Das benzedera
Dos valentão.
 Sertão das históra
De assombração
Lobsome e visage

De tristeza e solidão.

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Por Antônio Marcos Bandeira- Fortaleza Ceará.

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