Poesia – A seca maltrata e mata – A mata do meu sertão

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Jornal Vida Brasil Texas nordeste-seca Poesia - A seca maltrata e mata - A mata do meu sertão Arte & Cultura Destaques

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Jornal Vida Brasil Texas Antonio-bandeira-Poeta Poesia - A seca maltrata e mata - A mata do meu sertão Arte & Cultura Destaques

Por Antonio Marcos Bandeira

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Charles Santana um poeta nos enviou um mote que diz:

A seca maltrata e mata – A mata do meu sertão

*

Então respondi:

***

As instrada de rodage

Riacho sem água corrente

E no pino do só quente

Nosso chão fica rachado

O gado morto espichado

Cheira a cinza o barbatão

Num tem chuva no torrão

Nóis num tem mais cascata

A seca maltrata e mata

A mata do meu sertão

O sabiá no terreiro

Num canta mais a passarada

Lá na beira da instrada

O cachorro mago e fei

Se deita num sai do mei

De fome pende no chão

Quage para meu coração

Sufrimento num desata

A seca maltrata e mata

A mata do meu sertão

As cabra num dão mais leite

Já tão tudo agonizano

O poico se arrastano

E precurano a cumida

O cavalo quage sem vida

Fica em pé num tem noção

O piado do cancão

Na quintura que martrata

A seca maltrata e mata

A mata do meu sertão

Os riacho impuerado

Sem água fazê corrente

Não pode prantá semente

Com o roçado esturricado

E os bicho sufocado

E cheira a cinza o torrão

Fartano chuva no chão

Não pode ter mais cascata

A seca maltrata e mata

A mata do meu sertão

Mais nóis samo nordestino

Povo forte e com bravura

Samo a nossa cultura

Samo cumo o marmelero

Que num quebra no terrêro

Ninguém vence a nossa gente

Samo guerrêro e valente

Sabemo cuidá da mata

A seca maltrata e mata

A mata do meu sertão

***

Por Antonio Marcos Bandeira

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