Poesia – Náufraga

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Jornal Vida Brasil Texas NALFRAGA-1 Poesia - Náufraga Arte & Cultura News    Por – Nalú de Fátima Oliveira

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Há um porto em cada canto de mim:

Erguidos, forjados em mares bravios, violentos;

rodeados de naus fantasmas povoadas de amores, paixões.

*

Tais foram os ventos, tamanha as tempestades,

que, em muitas, me perdi.

Fui chegada e partida… solidão.

 

Tantos foram os cais…

 

Em muitos embarques atraquei,

em poucos atraques, embarquei.

O mar me chamava!

*

De tanto ser náufraga, cansei.

Mar virei, sou ondas, marés… de lua!

Indo, voltando, deixando… levando.

*

E estes portos, sempre ali, incólumes,

denunciando meus caminhos tortos,

os navios que queimei!

 

Foram tantos os cais…

 

Por – Nalú de Fátima Oliveira

Goiânia, 23/04/2019

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