Valter Aleixo – A sensibilidade do Poeta

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Jornal Vida Brasil Texas Valter-Capar-2-000 Valter Aleixo - A sensibilidade do Poeta Arte & Cultura Valter Aleixo

Por: Valter Aleixo

Grito

Vou em contra o passado

Tropeço no caminho

Encontro rosas

Encontro espinhos

Colho pedras

No meio das flores

Grito alto

Falo sozinho…

Morre a vida

Morre a morte

Volto do passado

Não entendo

Nenhuma das cores

De que são feitos

O sorriso

E o amor do pecador?

 

Lembrança

Por: Valter Aleixo

 Adoro dizer o teu nome;

Fazer serenatas para ti

Eu, esse amante,

Louco, febril de amor,

Eterno pecador!

Adoro chorar contigo

Sentir-me querido,

Quando a vida

Não faz o menor sentido!

Adoro o calor,

O fervor,

Com que fazemos amor!

Adoro me perder

Naquele lugarzinho…

Bem juntinho de você!

Adoro segurar tua mão

E sentir aquela emoção

De estar pertinho do teu coração!

Adoro me render ao teu perfume,

Me torturar com o teu sorriso,

Apaixonando-me sempre por você

Mas, na nostalgia da nossa dança,

Tu és apenas uma lembrança;

Um sonho

Solitário,

Desesperado,

Grito para o mundo,

Para esse mesmo mundo, surdo,

Insano,

O quanto te amo!

 

Rios

Por: Valter Aleixo

Rios tranquilos

Entram pelos meus olhos,

Jorram por minhas veias,

Percorrem minhas vísceras,

Atravessam minha vida,

Viajam pelos meus desejos,

Acalentam meus sonhos,

Suspiram amores consagrados…

E perdidos…

Sofrem de paixão…

… e morrem na minha alma!

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