

Por Sergio Lima
A vida se torna mais maravilhosa quando a gente consegue reencontrar pessoas e amigos superespeciais que fizeram e ainda fazem parte da nossa vida, mesmo após 43 anos.
Fui até Santos, belíssima cidade do litoral paulista, pois queria reencontrar para uma boa resenha o grande amigo Reginald Ramires, o “Palito”, carinhosamente chamado também pelos mais chegados de “Palitinho”. Ser humano extraordinário, craque de futebol, conhecia todos os atalhos do campo, era íntimo da bola, atrevido, genioso e sábio.

“Ontem, em setembro de 1977.”
Tive o imenso prazer de jogar com ele durante três temporadas no futebol mexicano: duas no Clube Deportivo Jalisco, de Guadalajara, e uma no Clube Atlético Morelia, em Morelia, Michoacán, também no México.

Salas, Barba, Cebrian, Coco Gomes, Valdivia, Luis R. Peres, Casillas, Reginald Ramires, Sergio Lima, Luis Antonio Miranda (Mirandinha), e Tilim Mendes.
O Palito é cria da Portuguesa Santista, clube que o revelou para o mundo. Talvez não tenha tido os mesmos números dos grandes craques revelados pelo incomparável Santos Futebol Clube, mas a Portuguesa Santista sempre teve uma fértil cantera de talentos, e o Palito é uma dessas joias raras que brotaram das profundezas dessa nobre instituição
Reginald Ramires foi reconhecido pela cidade com homenagens pelos serviços prestados através da Portuguesa Santista, equipe da mesma cidade, embora sem a mesma pompa e a grandeza legítima do seu vizinho Santos, de Pelé, Edu, Carlos Alberto Torres, Pepe, Gilmar, Clodoaldo, Lima, Zito, Nenê, Coutinho, Robinho, Neymar Júnior e tantos outros. Mas a história mostra que a Portuguesa Santista também teve um celeiro fértil de craques.

A visita ao meu amigo, como disse acima, foi espetacular. Marcamos em um lugar sensacional, e tinha que ser assim: tinha que haver envolvimento com o futebol, não poderia ser diferente.
Foi no terraço do Shopping Complexo Arena Evo, localizado no piso G4 do Praiamar Shopping, situado na Rua Alexandre Martins, 80 (ou Rua Guaiaó, 29), no bairro Aparecida, em Santos. Um lugar superagradável, com vários campos de futebol society com grama artificial, restaurante, barzinho e brinquedos para as crianças, tudo como se fosse um clube social.

“Hoje, em maio 2026.”
Cheguei, me apresentei e fiquei alguns minutos na expectativa, esperando o amigo que eu não via havia 43 anos. De repente, veio na minha direção aquele cara querendo se esconder atrás de um óculos escuro. Eu olhei e dei muita risada. Era o grande Palito.
Eu ri e disse:
— Palitooo?
Ele respondeu:
— Vim de óculos escuros para ver se você ia me reconhecer.
Ri outra vez e disse:
— Pode passar mais dez anos que você continuará igual. Não mudou e nunca mudará.
Nos abraçamos por um longo instante, e eu perguntei:
— E a Cecília, como está?
Cecília é a esposa parceira, extraordinária, pessoa nota 10, que tive a honra de conhecer.
Ele respondeu que ela estava muito bem. Perguntei pelos meninos e ele disse:
— Sérgio, vamos sentar ali perto do campo, pedir umas geladas e começar a resenha.
E assim fizemos. Era por volta das 11 da manhã.
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Na mesa onde estávamos havia vários amigos do Palito, todos gentis e amáveis, tratando carinhosamente nosso craque Reginald. Viajamos pelo tempo. Falamos de tudo e de todos. Lembramos do dia a dia dos treinos e jogos no México, dos craques brasileiros e estrangeiros do nosso tempo e também dos atletas atuais, principalmente do grande ídolo da cidade, Neymar Júnior, que estava para ser chamado — ou não — para a Seleção Brasileira.
De repente, chega um cidadão de aproximadamente 1,85m, sorri para mim e vem em minha direção. Estende a mão, me abraça, e eu correspondo. O Palito, rindo, diz:

Rafael neto do Palito, filho do Erick, o filho mais velho do Palito, e os netos Frederico e Guilherme, que são filhos do Spencer, o filho do meio do Palito.
— É o Eric!
Eu me afastei, olhei para ele e perguntei:
— É o Eriquinho?
Ele respondeu:
— É o Eriquinho!
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Então dei um abração nele. Abracei-o novamente por alguns minutos e não aguentei: desabei.
Caramba… eu o conheci com dois ou três anos de idade, e hoje aquele Eriquinho tem 51 anos, um homem, pai de dois filhos, Gabriela 17 e Rafael, com 15 anos .
Em seguida, eles foram jogar, pois ele é um dos organizadores das partidas naquele local.
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OBS:
O Spencer, segundo filho do Palito, não esteve presente, pois estava no México a trabalho, mas faz parte desse grupo dos “Fominhas Foodball Clube”. Cecília, esposa do Palito, Gabriela a neta, e Emerson, o filho mais novo do Palito, também não estiveram presentes nesse dia do nosso encontro em Santos.

Spencer Ramires, filho do meio do Palito (Reginald Ramires)
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Eric Ramires, fez este comentário abaixo, explicando a história e o significado do “Fominhas Foodball Clube”.

O Fominhas Football Clube foi fundado na cidade de Santos, em julho de 2003, a fim de reunir semanalmente amigos de longa data para jogar um bom futebol, conviver e compartilhar momentos especiais, tudo isso acompanhado de boa comida e muita bebida.

Neste ano de 2026, o clube está prestes a completar 23 anos de existência, cumprindo fielmente o objetivo inicial que deu origem à sua criação. Esperamos que venham muitos outros anos pela frente!
Por Eric Ramires
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Ao terminar as três ou quatro partidas, onde vi um autêntico futebol society de várzea, disputado garbosamente a cada centímetro entre a bola e o adversário, sempre seguido de um palavrão vitorioso, como se fosse final de Copa do Mundo, olhei o relógio e já eram 3 da tarde.

O Palito, como sempre rindo, disse:
— Tá olhando o quê? Ainda vamos te levar para almoçar conosco!
Eu respondi:
— É que minha esposa, meu cunhado e minha cunhada estão na praia, e preciso avisá-los.
Ele disse:
— Tudo bem, mas vamos lá.
E fomos para o restaurante Pedra Baiana. Lugar maravilhoso, ambiente nota 10, cerveja gelada, chope, caipirinha e feijoada.
Ficamos até 4h30 da tarde. Estavam presentes dois netos do Palito, os filhos do Eriquinho, são dois, Rafael é Gebriela, mas quem esteve no encontro foi o Rafael, e os filhos do Spencer, que é o filho do meio do Palito, são Frederico e Guilherme ambos na faixa dos 15 e 17 anos. Veja que coincidência maravilhosa, o Rafael faz aniversário no mesmo dia do seu avô o Palito (Reginald Ramires), e celebram sempre juntos.
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Foto – Palito (Reginald Ramires) e seu neto Rafael.
Como disse acima, só não consegui ver, desta vez, a Cecília, Gabriela e o Emerson o filho mais novo do Palito, que tem 34 anos e um filho chamado Ariel e tem 4 aninhos.
Saí dali com a alma lavada. O dia foi inesquecível. Eles gentilmente me levaram até o apartamento onde estávamos hospedados. Ao sair do carro, dei um forte abraço em cada um deles,“Pois todos desceram para se despedir carinhosamente de mim e me dar um abração.” .
Recebi aquele carinho e fui andando sem olhar para trás, porque homem como eu não chora à toa.
Obrigadão, meu amigão Palito, e parabéns pelos seus 80 anos.

“Meu primeiro gol no meu Maracanã, em 1971, em homenagem à nossa amizade.”
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Amigo é assim mesmo.
Deus te proteja.
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Por Sergio Lima
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