

Por Sergio Lima
Tenho que reconhecer, e com argumentos, inclusive usando a linguagem popular: o Egito “foi para o saco”. A Argentina, sem pena nem dó, com ou sem polêmica envolvendo a arbitragem, o VAR ou o chororô dos adversários, segue soberbamente, com galhardia, garra e extrema inteligência tática, subindo os degraus rumo à glória em busca de mais um título mundial.
Os adversários que enfrentaram a Argentina, começando por Egito, demonstraram qualidade em alguns momentos, mas foram frágeis, inofensivos e dispersos justamente na hora de decidir as partidas. Jogaram de igual para igual, chegaram a assustar os argentinos e até empataram o placar em determinados momentos. No entanto, quando precisavam acreditar na própria capacidade, voltavam ao velho e limitado estilo de jogo, entregando, como diz o ditado popular, “o queijo ao rato faminto”.
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Egito, por exemplo, abriu 2 a 0 e teve oportunidades claríssimas para matar a partida, ampliando para 3 a 0 ou até mais. No entanto, faltaram competência, personalidade, equilíbrio emocional e categoria a quem realmente pretende conquistar um título mundial.

Em vez de continuar pressionando e mantendo a posse de bola, os marroquinos passaram a entregá-la aos argentinos e recuaram para defender a vantagem. Poderiam ter continuado sufocando os “hermanos”, mas fizeram exatamente o contrário. Deram espaço ao adversário, e isso foi fatal. Em poucos minutos, a competência, a qualidade técnica e o poder de decisão da Argentina mudaram completamente a história da partida.
O resultado foi uma vitória incontestável de uma equipe excelente, extremamente aguerrida, madura e acostumada a decidir grandes confrontos.
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Veja os exemplos:
Argentina 3 x 1 Suíça (Quartas de final) – A Suíça empatou a partida, mas a Argentina garantiu a classificação na prorrogação.
Argentina 3 x 2 Egito (Oitavas de final) – O Egito chegou a abrir 2 a 0, mas a Argentina protagonizou uma virada emocionante, marcando três gols.
Argentina 3 x 2 Cabo Verde (Dezesseis avos de final) – Uma partida dramática, decidida apenas na prorrogação após empate no tempo regulamentar.
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Daqui para a frente ficarão as histórias, as discussões, as análises e os programas esportivos que vivem da polêmica e da audiência, além dos comentários feitos, muitas vezes, apenas para conquistar likes nas redes sociais. Mas a verdade é uma só: o resultado obtido dentro de campo jamais será alterado.
Podem recorrer ao mais influente extraterrestre do universo que nada mudará. O campeão continuará sendo aquele que se preparou melhor e teve competência para vencer.
Quanto à arbitragem, ao VAR e aos que comandam a FIFA, fica apenas um alerta: existem, sim, alguns pontos de interrogação que merecem reflexão. Afinal, transparência e credibilidade são indispensáveis para que o futebol continue sendo o esporte mais apaixonante do planeta.
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Por Sergio Lima































