Crédito da imagem: ChatGPT/OpenAI (IA
Por Claudio Teixeira.
A Argentina fez mais um jogo sofrido no mata-mata, desta vez contra a Suíça, e precisou ir novamente à prorrogação. No finalzinho do segundo tempo da prorrogação, venceu a Suíça por 3 a 1, no Arrowhead Stadium, localizado na cidade de Kansas City, entre os estados do Missouri e do Kansas, bem no centro dos Estados Unidos. A partida, realizada no sábado 11, às 22h no horário de Brasília, foi válida pelas quartas de final, e comandada pelo árbitro português João Pinheiro, de 38 anos. Com a vitória, a Argentina está na semifinal da Copa do Mundo, etapa em que enfrentará a Inglaterra por uma vaga na decisão do Mundial.
Os argentinos abriram o placar com Mac Allister ainda no começo do jogo. Com a vantagem, a seleção de Lionel Scaloni adotou uma postura defensiva, o que, mais tarde, acabou gerando o empate europeu com Ndoye, já na etapa final.
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Crédito da imagem: ChatGPT/OpenAI (IA)
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Logo após o 1×1, Embolo, camisa 7 da Suíça, foi expulso de maneira boba. O camisa 7 suíço, que já tinha cartão amarelo, tentou cavar uma falta de Leandro Paredes, na lateral do campo. Inicialmente, o árbitro marcou a falta e deu amarelo para o jogador argentino. Só que, aí, o VAR o chamou e, após revisão, o juiz retirou o cartão amarelo de Paredes e o aplicou a Embolo, por simulação. Como se tratava de segundo cartão, o atacante da Suíça foi expulso.

Este é um novo protocolo do VAR, que a Fifa colocou em prática nesta Copa, mas sem fazer muita publicidade dele. O uso do novo protocolo, batizado pela FIFA de “erro de identidade”, originalmente servia para corrigir algum erro do árbitro que punisse o jogador errado por uma infração. Agora se transformou em uma ferramente para interpretar cartões amarelos mal dados.
Murat Yakin, técnico da Suíça, disse que “não conhecia” a regra que foi colocada em prática no jogo daquela noite de sábado. “E é uma péssima regra, é inaceitável. Não tem nada a ver com o futebol”, esbravejou. Bem, acho que aqui temos que colocar dois pingos em “is”. Vamos lá.
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Primeiro, o desconhecimento do técnico sobre a aplicação daquela regra, não exime seu time de levá-la. Inclusive essa regra já havia sido aplicada nesta Copa. Não me recordo em qual jogo, mas tenho certeza de sua aplicação em jogo anterior.
O segundo “i” que precisa de um pingo é o seguinte: quantas cenas similares já vimos em todos os jogos desta edição da Copa, com jogadores simulando faltas e apresentando suas reclamações aos árbitros? Esta é uma situação recorrente, não só nos jogos desta Copa, mas em todos os campeonatos do mundo (em especial e inclusive no Brasileirão). É bem verdade que foi aplicado um cartão amarelo ao jogador argentino, por uma falta que não cometeu. Então, o juiz poderia simplesmente cancelar o cartão dado ao argentino e mandar o jogo seguir, com saida de bola pra Argentina. Afinal se tratava de um jogo de quartas de final, e a expulsão de um jogador, nessas circunstâncias, é uma baixa terrível. E o ocorrido (cartão amarelo para o jogador argentino) foi corrigido, sem que tenha provocado qualquer outro prejuizo à equipe da Argentina. Isto seria justo? Bem, desse meu ponto de vista, eu acho que sim. Mas com a aplicação do segundo cartão amarelo ao jogador Embolo, expulso, o time da Suíça ficou muito prejudicado.
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Diante das recentes arbitrariedades tomadas pela FIFA nesta Copa, pergunto: e se tudo isto tivesse ocorrido com o Messi (ele é um excelente jogador, não resta dúvidas, mas não consta ser um santo)? O VAR, ao chamar o árbitro (se chamasse), teria sugerido o segundo cartão amarelo ao Messi? E se tivesse sugerido este procedimento, o árbitro principal aplicaria exatamente a mesma regra?
O tabloide inglês,The Sun, ironizou a classificação da Argentina para a semifinal da Copa do Mundo. O veículo sugeriu que a equipe de Lionel Messi atuou “com 12 jogadores” na vitória por 3 a 1 sobre a Suíça, pelas quartas de final do mundial.
Não podemos nos esquecer da estranha e inédita decisão da FIFA, com relação ao cartão vermelho direto aplicado ao atacante dos EUA, Folarin Balogun, no jogo contra a Bósnia. Após intensos bastidores (inclusive políticos, e não técnicos), e uma revisão polêmica (que chega a cheirar tendenciosa), a Fifa acionou o Artigo 27 do Código Disciplinar e deliberou suspender o cumprimento da punição automática de um jogo. Com isso, Balogun foi liberado e entrou em campo como titular na partida seguinte, contra a Bélgica. Pois é. Parece que temos mais um careca no mundo querendo se tornar Deus, ou pensando que já o é.
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Com o placar favorável, a Argentina fará sua próxima partida, válida pela semifinal, na quarta-feira (15), às 16h (de Brasília), na cidade de Atlanta, no estado da Georgia. Será que restou alguma mágoa, pelo lado da Inglaterra, sobre o episódio das Ilhas Malvinas, ou Falkland islands? Acho que se tiver restado alguma coisa do tipo, com certeza teremos um jogo durissimo, muito explosivo.
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Por Claudio Teixeira.































