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Por Claudio Teixeira
Muito bem, meus amigos e amigas. Vou voltar um pouquinho no tempo, para o dia 24 de junho, e dar pitacos sobre alguns dos confrontos da Copa do Mundo, até o momento em que traço essas linhas. Vamos começar pela nossa seleção canarinho.
Parece que os “comes e bebes” brasileiros têm sido vencedores nos confrontos nesta Copa, com exceção do empate de 1×1 do caldo verde x cuscuz marroquino, clássico prato de Marrocos. Não foi o resultado que esperávamos, mas entre mortos e feridos conseguimos nos salvar. Depois (vejam só), a cachaça venceu o rum do Haiti, e também o whisky escocês.
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Haiti
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A seleção brasileira teve que se esforçar mais do que mostrou no primeiro jogo da primeira fase, contra o Marrocos, para se classificar para a próxima fase do torneio, que é a novíssima fase da Copa do Mundo a partir desta edição, chamada de 16 avos de final. O Brasil, apesar de minhas reservas com o time, comportou-se melhor e passou com certa tranquilidade pelo Haiti e pela Escócia, ganhando de ambas seleções por 3×0.
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Escócia
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Já o confronto do churrasco com o sushi, foi mais difícil e angustiante. A dificuldade que a seleção brasileira estava tendo para passar pelas linhas defensoras japonesas me fez pensar que, com aquele empate, de 1×1, nossa seleção não iria conseguir avançar para a próxima fase. O time japonês se mostrou extremamente organizado e decidido a mostrar ao mundo que podia superar a seleção brasileira. Mas graças a Deus, e ao Gabriel Martinelli, aos 50 minutos do segundo tempo, já nos acréscimos, conseguimos ampliar e virar o placar, e nos classificar para as oitavas de final.
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Brasil – Japão
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Agora chegou a vez de um confronto mais difícil: o do feijão com arroz versus o bacalhau.
A Noruega é o maior produtor de bacalhau do mundo, país onde normalmente se pesca o bacalhau do Atlântico, e abastece o mercado brasileiro anualmente com média de cerca de 17 mil toneladas do peixe (do qual, até hoje, nenhum consumidor jamais viu a cabeça).
Mas pera aê, gente. Vamos pensar um pouquinho. O feijão com arroz faz muito bem à saúde, e é considerado um dos pratos mais completos do mundo, fornecendo uma proteína de alta qualidade. Além disso, o brasileiro também adora comer bacalhau, e de várias maneiras. Então acho que, pra começar, estamos em vantagem. Isso sem comentar que, finalmente, a seleção tem mostrado um maior esforço, e, aparentemente, não quer ser derrubada, pela terceira copa consecutiva, por uma seleção europeia, nas oitavas e quartas de final.
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Noruega
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Entretanto, devemos respeitar esse adversário, que apresenta, segundo as más linguas, sua melhor seleção de todos os tempos. E não devemos nos descuidar, em nenhum momento, de suas principais estrelas, Erling Haaland e Martin Ødegaard. Ao menor erro, esses dois jogadores poderão definir um resultado positivo para eles. Então temos que abrir os olhos, lubrificar as pernas e endurecer os ombros. Além disso, teremos a conhecida rivalidade entre Erling Haaland (Manchester City) e Gabriel Magalhães (Arsenal), vistas em partidas pela Premier League. Espero, então, que Gabriel Magalhães e seus companheiros se alimentem bem com feijão e arroz antes da partida, e não terei nada contra se durante o jogo consumirem e engolirem o bacalhau goela abaixo. Ficaremos na torcida.
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Suécia – O empate de 1×1 que o Japão teve no jogo anterior ao do Brasil, contra a Suécia, pela última rodada do Grupo F da Copa do Mundo, terminou com uma cena curiosa. Autor do gol sueco na partida, Anthony Elanga caiu no gramado, desolado, após o apito final, achando que sua seleção estava eliminada. O atacante só percebeu que a Suécia havia avançado para o mata-mata depois de ser avisado no fim do jogo.
A confusão aconteceu por causa da combinação de resultados do grupo. A Suécia precisava pontuar contra o Japão e dependia também do que aconteceria em Tunísia x Holanda, disputado no mesmo horário. Com o empate, os suecos chegaram aos pontos necessários para seguir vivos na competição, mas Anthony Elanga não sabia que o resultado era suficiente.
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Suécia
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EUA – A seleção dos Estados Unidos preferiu não jogar com seus titulares na derrota por 3 a 2 para a Turquia, em partida válida pela fase de grupos da Copa do Mundo. Como os norte-americanos já tinham garantido a classificação antecipada para o mata-mata, o técnico argentino Mauricio Pochenttino preferiu poupar a maioria dos jogadores principais e entrou em campo com uma escalação reserva.
Pela segunda fase do Mundial, os Estados Unidos conseguiram superar a expulsão de Folarin Balogun, no segundo tempo, e vencer a Bósnia por 2 a 0, no Levi’s Stadium, em Santa Clara, Califórnia, EUA. Folarin Balogun abriu o placar para os Estados Unidos no primeiro tempo, e na etapa final Malik Tillman fechou a conta, com um belo gol de falta. Com esse resultado, se tornaram a décima seleção classificada para as oitavas de final do torneio, e vão reencontrar a Bélgica, algoz em 2014.
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Estados Unidos
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Noruega e França – O técnico da seleção da Noruega optou por poupar dez de seus principais jogadores, incluindo as principais estrelas Erling Haaland e Martin Ødegaard. Enquanto isso, a França (que veio forte para esta copa) foi para o confronto com força máxima e seus titulares, buscando garantir a liderança do Grupo I.
Alemanha e Equador – A Alemanha, apesar de ter alcançado antecipada e matematicamente sua classificação para a fase seguinte, entrou em campo com praticamente toda a sua equipe titular para enfrentar o Equador, na partida válida pela última rodada da fase de grupos do Mundial de 2026. Mesmo com a força máxima inicial, os alemães foram surpreendidos pelos equatorianos, que precisavam desesperadamente do resultado. O Equador garantiu a classificação ao vencer a partida de virada, por 2 a 1. A queda da Alemanha, no entanto, chamou atenção pela forma como ocorreu. A tetracampeã mundial foi superada pelo Paraguai nos pênaltis.
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Alemanha
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Holanda e Marrocos – Da mesma forma, a Holanda, apontada por muitos como uma das favoritas ao título, acabou eliminada pela seleção de Marrocos, também nas cobranças de pênaltis, após empate por 1 a 1.
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Marrocos
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Holanda – Uruguai
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México – México faz uma campanha impecável e com 100% de aproveitamento nesta Copa do Mundo de 2026. Foram três vitórias seguidas na fase de grupos e uma classificação incontestável para as oitavas de final após o triunfo por 2 a 0 sobre o Equador. O retrospecto mostra um time que marcou oito gols e não sofreu nenhum.
Ao lado da Espanha, a seleção mexicana ostenta a condição de defesa ainda intransponível no Mundial. Mas o grande segredo desse sucesso e trunfo mexicano é a ausência de erros. Em campo, o time simplesmente não dá presentes aos rivais.
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México
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Senegal e Bélgica – A eliminação de Senegal, na segunda fase da Copa do Mundo, aconteceu de maneira dramática. Os senegaleses abriram 2 a 0 sobre a Bélgica e dominaram por grande parte da partida.
Thomas Meunier faz bom cruzamento por baixo e Romelu Lukaku desvia na primeira trave para vencer o goleiro Mory Diaw e recolocar a Bélgica no jogo, aos 40 minutos do segundo tempo.

Na pressão belga pela esquerda, três minutos depois, Leandro Trossard faz cruzamento fechado, o goleiro Mory Diaw sai mal do gol e Youri Tielemans cabeceia para deixar tudo igual em Seattle.
A virada veio já no fim da prorrogação. Aos 11 minutos do segundo tempo, Tielemans foi derrubado na área e, após revisão do VAR, o árbitro assinalou pênalti. O próprio capitão da Bélgica cobrou e garantiu a vitória e a classificação da seleção europeia.
Pois é. Cada um à sua maneira e estratégia. Pena que nem sempre as estratégias dão certo. Como dizem por aí, o futebol é decidido nos detalhes, dentro de campo. Não se ganha jogo nas pranchetas. E além disso, como observei em oportunidade anterior, não existe mais time bobo. A maioria dos jogadores de seleções de países com menor tradição no futebol, joga em grandes times da Europa. Portanto, se enquadram no futebol moderno, e suas seleções costumam contratar bons técnicos estrangeiros, com experiência.
De qualquer forma, essas seleções com menor tradição no futebol estão de parabéns. Surpreenderam muitos torcedores do jeito que jogaram e com a raça que mostraram. Parabéns à maioria de seus goleiros, que considerei os legitimos heróis dos jogos, pois evitaram que suas respectivas seleções perdessem alguns jogos, e em outros, que acabaram perdendo, que tomassem goleadas. Mas vamos pra frente, porque atrás vem gente e ainda temos muitos jogos até o final do torneio.
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Por Claudio Teixeira

































