

Por Claudio Teixeira
Sou mesmo um apreciador do whisky escocês, com gelo. Se bem que nos últimos anos, praticamente pouco tenho bebido. Tanto whisky quanto cerveja. De vez em quando, acabo bebendo, mais facilmente (sempre em dose única), uma caipirinha. Mas tem que ser feita com cachaça. Nada de vodka ou de rum. Com cachaça, a caipinha é muito mais saborosa.
E assim foi o jogo de ontem, Escócia X Brasil. Deu cachaça. E de 3 X 0.
Finalmente, nossa seleção começou a esboçar o que se esperava dela: um pouco de organização, de empenho e de objetividade. O primeiro gol saiu rápido. Falha da defesa da Escócia, e de um bom aproveitamento de nossos atacantes. Aos 7 minutos do primeiro tempo, numa saida de bola do time adversário, o jovem atacante Rayan (esse menino é bom, hein?), pressionou o defensor Scott McKenna, e rapidamente acionou o Vinícius. Vini Jr. fintou o goleiro Angus Gunn, e mandou a bola pro fundo da rede, abrindo o placar no Hard Rock Stadium.

Aos 25 minutos, numa saida de jogo, foi a vez de Vini Jr. pressionar e ganhar a bola do defensor escocês Hendry, finalizando na saída do goleiro e, novamente, fazendo um belissimo gol. “Mas pera aê, ô”. E o que foi que aconteceu em seguida? Do meu ponto de vista, e usando de sarcasmo, a arbitragem mexicana, muito ciumenta, quis também espalhar sua tequila em campo. Chamado pelo VAR, o árbitro César Ramos foi rever o lance no monitor, e resolveu anular o gol do Vinícius, dizendo ter “visto” um toque faltoso no momento do desarme do Vinícius.
Haja paciência. A arbitragem ruim no futebol não é privilégio do Brasil. Ficou muito claro, no “replay”, que Hendry chegou atrasado na jogada, e foi ele quem chutou a sola do pé do Vinícius (um “sapatazo”), perdendo o equilíbrio, e, em seguida, indo ao chão. O gol foi legítimo, mas, é claro, prevaleceu a “visão” da arbitragem. Gol anulado. Enquanto isso, dez minutos depois, aos 35 minutos, Rayan foi derrubado por dois defensores escoceses dentro da sua grande área, mas a arbitragem não viu nenhuma irregularidade. Bola pra frente.
Acontece que, de vingança, aos 48 minutos, Vini Jr., de cabeca, faz o segundo gol. Após uma briga pela bola na intermediária, Bruno Guimarães fez um cruzamento no segundo pau, e lá estava Vinícius, aparecendo com certa liberdade, testando a bola para o fundo da rede e ampliando a vantagem brasileira para 2 x 0.

Logo em seguida, aos 51 minutos, Rayan, em bela jogada dentro da área adversária, dá um belissimo chapéu no defensor escocês, mas infelizmente nao conseguiu converter a jogada em mais um gol. Tudo bem.
Já no segundo tempo, logo aos 15 minutos, Matheus Cunha, com passe servido por Bruno Guimarães, faz outro belíssimo gol. 3×0.
Em seguida, aos 20 minutos do segundo tempo, Anceloti decidiu fazer substituições: Lucas Paquetá e Casemiro, por Gabriel Martinelli e Fabinho, respectivamente. Depois aos 30 minutos, substituiu Matheus Cunha por Neymar, e aos 36 minutos foram substituídos Douglas Santos e Rayan, por Alex Sandro e Endrick. Acho que Anceloti (vestindo paletó, gravata e colete, num calor de 29°C em Miami), demorou um pouco a fazer essas substituições. Obviamente, com um placar favorável de 3×0, o Brasil deu uma aliviada e nenhum desses jogadores que entraram em campo teve muito tempo para mostrar muito trabalho.
Na minha opinião, naquele pouco tempo, parece que o Neymar se entrosou e se entendeu bem com o Vini Jr. Tomara que esse entrosamento seja real mesmo, e que possa ser útil já na próxima fase, 16 avos de final, quando teremos que jogar contra uma dessas 3 seleções: Holanda, Japão ou Suécia. Vamos aguardar os resultados de seus jogos nesta quinta-feira, 25 de junho.
No mais, a meu ver, o time teve uma apresentação razoável, muito melhor que as duas anteriores. Vinícius continua a mostrar nesta copa o guerreiro que é. Matheus Cunha e Rayan tiveram um bom desempenho, e o meio de campo funcionou melhor, conseguindo armar algumas jogadas, principalmente no primeiro tempo. Não seposso deixar de mencionar o nosso goleiro Everson, que fez boas defesas, e em pelo menos duas delas evitou que o adversário marcasse gols.
Bem, agora só resta esperar que a seleção faça mais progressos, jogando mais entrosada e agressivamente. Em meu coração, agora, começa a despertar uma pequena chama de esperança. Vamos em frente.
E viva a cachaça!

Imagem gerada por Inteligência Artificial.”
Por Claudio Teixeira






























