Camila Machado, Ana Paula Barbosa, Neno e Claudia Teresa Lima.

Por Sergio Lima.
Durante os 30 anos em que vivi em Houston, no Texas, sempre procurei transmitir aos alunos da minha escola de futebol os conhecimentos e os fundamentos do verdadeiro futebol brasileiro. Dediquei minha vida a ensinar tudo o que aprendi em minha carreira, atuando em alto nível e enfrentando alguns dos maiores mestres da bola. Entre eles, o maior de todos: Edson Arantes do Nascimento, o eterno Pelé. Além dele, enfrentei inúmeros craques que marcaram época entre o fim da década de 1960 e 1985. Tive o privilégio de conviver e jogar contra alguns dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro.
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Marcos Carrizales e Yesenia Carrizales e Sergio Lima em 1988.
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Hoje sinto um enorme orgulho. Muitos daqueles meninos e meninas que tinham 4, 8, 10 ou 14 anos quando cheguei a Houston, em 1986, e fundei minha escola de futebol, hoje já passaram dos 40 anos. Acredito que eles se sintam felizes por terem aprendido, ainda crianças, os valores e os segredos do futebol brasileiro. Eu não apenas falava sobre eles, mas fazia questão de demonstrá-los dentro de campo.
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A foto mostra os participantes de um treinamento realizado durante o recreio da escola MLK – Martin Luther King, Jr. Early Childhood Center, em Houston, Texas. Eram crianças de apenas 3 e 4 anos de idade. As atividades aconteciam duas vezes por semana, no ano de 2009 – 2010.
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Sempre dizia aos meus alunos: “Nunca menosprezem o adversário, mas, ao mesmo tempo, nunca tenham medo dele. Driblem, lutem, acreditem e jamais desistam. Assim se joga futebol no Brasil.”

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Hoje, creio que eles tiveram o privilégio de ver, ao vivo, na cidade onde passaram a infância — ou onde muitos cresceram — a confirmação de tudo aquilo que ouviram de mim naqueles anos.
No jogo de hoje, contra o Japão, o Brasil foi gigante. E, na história do futebol, continuará sendo gigante. Respeitem o Brasil quando forem falar de futebol.
Um jovem atleta da seleção japonesa expressou sua opinião. No entanto, faltou-lhe conhecer melhor a história do futebol brasileiro. Fez declarações infelizes, misturando assuntos e demonstrando desconhecimento sobre a grandiosidade da nossa tradição. Mas o futebol sempre reserva o julgamento mais justo: o campo.
E foi ali que veio a resposta. O Brasil conquistou uma vitória extraordinária nos minutos finais da partida, justamente quando os japoneses já imaginavam que o jogo seguiria para a prorrogação. Então aconteceu o momento mágico: bum… bum… Gooooool do Brasil!
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A virada para 2 a 1 foi mística, magistral e espetacular. Um daqueles instantes que eternizam o futebol e reafirmam a grandeza da camisa canarinho. O mundo assistiu a mais um capítulo sublime da gloriosa história da Seleção Brasileira.
Mais uma vez, o solo texano foi palco dessa festa. Assim como aconteceu em 1994, quando a cidade de Dallas fez parte da caminhada da Seleção rumo ao tetracampeonato mundial, agora Houston testemunha mais uma noite inesquecível do futebol brasileiro.
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O Texas parece ter uma ligação especial com o Brasil. Seu povo, seus costumes e sua hospitalidade construíram, ao longo dos anos, uma relação profunda e sincera com os brasileiros. É um sentimento difícil de explicar, mas fácil de sentir. Existe um carinho verdadeiro e um respeito mútuo entre o Texas e o Brasil.
Foi mais uma vez, em solo texano, que renovamos nossas esperanças. Como em 1994, seguimos firmes na caminhada, agora alimentando o sonho do hexacampeonato. Porque a história ensina uma lição que nunca envelhece: jamais se deve duvidar da grandeza do futebol brasileiro.
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Por Sergio Lima.
































