

Por Sergio Lima
A desconfiança esteve presente durante todo o dia. A incerteza sobre os onze jogadores que iniciariam a partida — eu diria, o combate — era enorme, pois tratava-se de um jogo decisivo: ou vencíamos, ou voltávamos para casa. E todo o país ficaria profundamente decepcionado caso isso acontecesse.
Mas aquela rapaziada, formada por atletas renomados no mundo do futebol, jogadores que representam grandes equipes da Europa e verdadeiras figurinhas carimbadas do futebol internacional, não poderia deixar esta Copa do Mundo ser marcada por uma decepção tão grande.
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O primeiro tempo reacendeu as nossas esperanças. A equipe mostrou que poderia fazer uma grande partida. O Brasil jogava bem, controlava as ações e demonstrava personalidade. Mas, de repente, surgiu um erro infantil cometido justamente por um dos nossos zagueiros mais experientes e qualificados. Ele fez um tipo de passe que jamais é recomendado: atravessou a bola da direita para a esquerda entre a área e o meio de campo.
A bola foi interceptada por um adversário que, com inteligência, acelerou a jogada. Conduziu-a com habilidade em direção ao nosso gol. Enquanto isso, um dos nossos defensores, reconhecido pela imprensa europeia como um dos melhores da posição, em vez de atacar o portador da bola, preferiu recuar, recuar e recuar. Se o atacante japonês não tivesse finalizado, o nosso zagueiro acabaria entrando dentro do gol.
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Percebendo toda a liberdade concedida pela nossa defesa, o atacante japonês aproveitou o espaço e acertou um belo chute. O nosso goleiro nada pôde fazer.
No segundo tempo, porém, parecia que outra equipe havia entrado em campo. A torcida, como sempre maravilhosa, percebeu imediatamente a mudança de atitude. O Brasil voltou determinado, com raça, coragem e praticando o futebol que todos esperavam.
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Então aconteceu o improvável. O mesmo zagueiro que havia falhado no primeiro gol se lançou ao ataque e, com impressionante categoria, desenhou um passe milimétrico para Casemiro. O volante subiu como um gigante. Não chegou a “pairar no ar”, como fazia o inesquecível Dadá Maravilha, mas testou a bola com precisão e categoria, colocando-a no fundo das redes. Era o gol de empate.

O estádio simplesmente veio abaixo. A explosão de alegria foi tão ensurdecedora que parecia capaz de atravessar a atmosfera. Até a turma da NASA deve ter escutado. Quem sabe, naquele instante, algum astronauta tenha olhado para a Terra tentando descobrir de onde vinha tamanha vibração. Era a torcida brasileira transformando emoção em som, paixão em festa.
E, como se o próprio destino quisesse escrever mais um capítulo daquela noite inesquecível, ele também resolveu entrar na celebração e participar da festa.Essa versão cria mais emoção e um ritmo de crônica esportiva, valorizando o momento do gol e a reação da torcida.

Daí em diante começou o verdadeiro baile brasileiro. Voltaram a se acender as velas da esperança. Afinal, Brasil é Brasil: o maior vencedor da história das Copas do Mundo. Não conquistamos cinco estrelas por acaso, e essa camisa jamais será desrespeitada porqualquer adversário, seja ele quem for.
E veio o segundo gol! Uma jogada com a marca registrada do futebol brasileiro: malícia, picardia, inteligência e decisão.
Pronto! Restavam poucos minutos. A equipe adversária já se preparava para disputar a prorrogação. Não houve tempo. O árbitro apitou o fim da partida.
Daí em diante, a comunidade brasileira do nosso maravilhoso Texas, especialmente da belíssima cidade de Houston, comemorou intensamente. Todo o estado passou a torcer ainda mais pela nossa Seleção.
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Termino parabenizando todos os brasileiros presentes no estádio e também os milhares que acompanharam a partida em restaurantes, bares e outros locais preparados para receber a nossa torcida e proporcionar esse extraordinário espetáculo.
Em 1994, jogamos em Dallas, no Texas, contra a Holanda. Vencemos por 3 a 2, avançamos para a final, na Califórnia, e conquistamos o tetracampeonato mundial.
Agora, 32 anos depois, a Seleção Brasileira retorna ao solo texano, vence mais um compromisso e avança novamente para a fase seguinte da competição.
Parece que existe uma sintonia especial entre o fértil e abençoado solo texano e o nosso Brasil.
Vamos, Brasil! Rumo ao hexa!
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Por Sergio Lima.

































