Fonte foto – https://pt.wikipedia.org/wiki/NRG_Stadium#/media/Ficheiro:Nrg_stadium.jpg

Por Sergio Lima
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ENTREVISTA
VB – Valter, com a sua experiência e vivência, como você está vendo o mundial 2026; existe alguma diferença entre o que você viveu no Mundial de 1994?
Valter – Quando os Estados Unidos foram escolhidos para sediar a Copa do Mundo de futebol em 1994, houve um certo ceticismo por parte dos amantes do futebol, pois este esporte não fazia parte da cultura americana. Mas o evento acabou tendo um enorme sucesso e ajudou enormemente a popularizar o futebol nos EE.UU. Em 2026, ele acontece em três países: Estados Unidos, Canadá e México. Os preços dos ingressos para os jogos de 1994 eram mais acessíveis a todos.
Eu, inclusive, fui a vários jogos com minha família. Desta vez, por conta dos preços exorbitantes dos ingressos, mesmo para jogos considerados de menor rivalidade, resolvi ver os jogos pela televisão. Contudo, vários meses antes do início da Copa, me inscrivi para ser voluntário da FIFA, e acabei sendo aceito. Tive a oportunidade de participar de três jogos no estádio de Houston. Imagino que o fator preço deve ter tirado milhares de pessoas dos estádios. Outro fator importante dessa vez foi a nova política de entrada nos Estados Unidos, que dificultou bastante a obtenção de vistos, inclusive de alguns do jogadores e comissão técnica.
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VB – O Mundial de 2026 é um evento acessível para todos ou somente para uma classe de público privilegiado?
Valter – Há alguns meses a FIFA sorteou ingressos mais baratos para milhares de pessoas. Elas realmente tiveram muita sorte, pois, como mencionado antes, os preços, um pouco antes do começo da competição, aumentaram tanto que acabou afastando o cidadão comum dos estádios. E, quando se calcula os preços dos ingressos, transporte, acomodações e alimentação, o acesso é praticamente inviável, mesmo que somente para uma pessoa. Portanto, e infelizmente, este Mundial de futebol ficou bastante elitizado.
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VB – Qual o comportamento do público em geral?
Valter – Eu diria que muito bom. Um evento dessa magnitude parece unir os torcedores sobre algo em comum: a paixão pelo futebol. Eles começaram a usar as camisetas dos seus países e a discutir, fervorosamente, sobre o times de futebol, inclusive sobre as possibilidades dos mais tradicionais e as possíveis surpresas do torneio.
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VB – O que você achou do Mundial ser sediado em três países? Tem algum benefício em favor do jogo ou é só por questões financeiras?
Valter – Acho que o formato anterior, de um só país sediando a Copa, era melhor do ponto de vista do torcedor e dos times participantes. Esta Copa involve três grandes países e as distâncias são imensas. Então há um desgaste muito grande dos jogadores, inclusive porque as sedes para treinamento dos times nem sempre são perto do local dos jogos. Pelo ponto de vista do torcedor, os gastos aumentaram exponencialmente. Mas, do ponto de vista comercial imagino que, para os países participantes, deve ser bastante lucrativo, principalmente para aqueles que já possuem toda a estrutura necessária. Um dos benefícios talvez seja o fato de que cidadãos comuns desses três paises têm a oportunidade de ver uma Copa de perto, algo que talvez não conseguiriam se fosse noutro lugar. Ainda tem também o legado da Copa de benfeitorias nas cidades-sede.
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VB – Qual o significado do mundial de futebol para você?
Valter – O futebol faz parte do DNA do brasileiro, e não sou nenhuma exceção. E, como muitos torcedores, acompanho todo a trajetória do Brasil até sua chegada ao Mundial de futebol, que é um momento mágico, de euforia, de alegria – e mesmo de tristeza.
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Mas que une as pessoas do mesmo país em um só coração e em um só grito. O mundo inteiro paraliza em função da Copa. Ficamos todos vidrados na televisão, acompanhando os jogos. Quatro anos de espera é sempre muito longo, mas, no final, vale a pena. Vamos lá, Brasil!
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Houston Stadium, em Houston, Texas (EUA)

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No Houston Stadium, em Houston, Texas (EUA), a quarta maior cidade dos Estados Unidos, aconteceu a aguardada estreia na Copa do Mundo de 2026, no confronto entre Portugal e a RD Congo. Portugal tropeçou e ficou em um frustrante empate por 1 a 1, na quarta-feira, 17 de junho.
O talentoso João Neves abriu o placar para a seleção portuguesa. Yone Wissa, porém, garantiu o resultado histórico para os congoleses.
Antes do confronto, o entusiasmo do público presente no estádio era imenso, e a expectativa para receber a seleção de Portugal, liderada por seu maior artilheiro, o extraordinário Cristiano Ronaldo, era enorme em Houston.

A seleção da República Democrática do Congo estreou na Copa do Mundo, conquistando um empate histórico, em Houston. Esse resultado garantiu o primeiro ponto da história do país em Mundiais
Ao final do confronto, com o empate por 1 a 1, os representantes de Portugal, que eram esmagadora maioria nas arquibancadas, não ficaram felizes com o resultado, pois esperavam uma vitória sem grandes dificuldades.
Fonte Vídeo YouTube
Ao contrário, a felicidade foi imensa para os torcedores da vibrante seleção da RD Congo, que protagonizou uma belíssima e surpreendente apresentação, conquistando um resultado histórico e demonstrando grande qualidade em campo.
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Por Sergio Lima
































