Crônica – Acabou a Copa do Mundo… Agora aguenta o Brasileirão

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Crédito da imagem: Sergio Lima – Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial (ChatGPT/OpenAI)

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Por Sergio Lima

Agora, vou ter que me preparar para assistir ao longo, imprevisível e inconsistente Campeonato Brasileiro. Mas, como sou um apaixonado pelo futebol, vou acompanhar, sim, essa competição que, nos últimos anos, tem sido marcada pela ausência de um craque verdadeiramente fora de série.

Teremos árbitros medianos, alguns despreparados, pressionados durante os 90 minutos por jogadores agressivos, que cercam o juiz a todo instante, reclamando de cada lance, como um enxame de abelhas e marimbondos ao mesmo tempo. Do lado de fora do campo, técnicos cada vez menos comedidos e mais explosivos esbravejam sem parar, principalmente quando as decisões da arbitragem não lhes favorecem.

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Crédito da imagem: Sergio Lima – Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial (ChatGPT/OpenAI)

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E o VAR? Quantas discussões ainda provocará?

E o enorme contingente de narradores e comentaristas, com suas expressões da moda e um vocabulário cada vez mais rebuscado para explicar o posicionamento tático dos atletas?
E os constantes desentendimentos entre presidentes de grandes clubes, trocando farpas publicamente, brigando entre si e, na prática, sem apresentar absolutamente nada de novo para melhorar o futebol brasileiro?

Não posso deixar de mencionar, mais uma vez, alguns comentaristas esportivos que, durante as transmissões, distribuem elogios exagerados a determinados jogadores em campo. Em muitos momentos, tenho a impressão de que eles assistem a um jogo completamente diferente daquele que estou vendo. Parece que acompanham uma partida entre os times A e B, enquanto eu assisto a outro jogo, com lances e desempenhos totalmente distintos, como se não existisse uma única realidade.

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Crédito da imagem: Sergio Lima – Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial (ChatGPT/OpenAI)

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É isso que teremos pela frente até dezembro. É o que nos restará. Infelizmente, um campeonato que considero mediano, repetitivo, recheado das mesmas polêmicas, dos mesmos personagens e de uma pobreza técnica que chega a comover.

De Arrascaeta é considerado por muitos o melhor camisa 10 do Campeonato Brasileiro. No entanto, sequer é titular absoluto da seleção uruguaia. 

No Flamengo, destacam-se o uruguaio De Arrascaeta, o equatoriano Gonzalo Plata, o colombiano Jorge Carrascal e os também uruguaios Varela e De la Cruz. Pelo Palmeiras, Gustavo Gómez, capitão da seleção paraguaia, continua sendo um dos grandes destaques. No Corinthians, o holandês Memphis Depay também agrega qualidade técnica, entre outros estrangeiros que nem preciso citar, pois todos sabem quem são.

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Crédito da imagem: Sergio Lima – Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial (ChatGPT/OpenAI)

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Curiosamente, nenhum deles foi protagonista por suas seleções durante a Copa do Mundo. Ainda assim, são esses jogadores estrangeiros que acabam dando um pouco mais de brilho ao nosso Campeonato Brasileiro, ofuscando um futebol nacional cada vez mais sem luz, sem estrelas e excessivamente dependente de atletas que, em muitos casos, já passaram do auge ou jamais foram protagonistas no cenário mundial.

E por que isso acontece? Porque o nosso campeonato perdeu qualidade.

Com exceção dos ousados, organizados e ricos Flamengo e Palmeiras, que ainda conseguem revelar jogadores em suas categorias de base com alguma frequência, é cada vez mais difícil vermos talentos despontando nos demais clubes. E, quando surgem, são negociados precocemente com o futebol europeu ou outros mercados internacionais.

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Crédito da imagem: Sergio Lima – Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial (ChatGPT/OpenAI)

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O mais preocupante é que muitos desses jovens sequer conseguem atuar regularmente em
suas novas equipes. Acabam perdendo espaço, regridem tecnicamente e, não raras vezes, retornam ao Brasil em busca de recuperar a confiança e reencontrar o futebol que um dia despertou tanta esperança.

Ah, que saudade dos bons tempos em que os olheiros percorriam os campos de várzea em
busca dos verdadeiros talentos! Era comum encontrarem um garoto diferenciado e praticamente “arrastá-lo” para as categorias de base dos grandes clubes, onde era lapidado até se transformar em um grande jogador.

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Crédito da imagem: Sergio Lima – Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial (ChatGPT/OpenAI)

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Foi dessa maneira que nasceram muitos dos craques que marcaram época e encantaram o Brasil e o mundo com um futebol autêntico, criativo e inesquecível.

Mas o que vemos hoje são jogadores mais experientes que tentam controlar o jogo no grito e na intimidação. Pressionam os árbitros a todo instante, enquanto estes, muitas vezes, protagonizam atuações desastrosas. Não são profissionais em tempo integral da arbitragem, vivem sob enorme pressão e acabam expostos e fragilizados diante dos ferozes “lobos” do futebol: jogadores, treinadores, dirigentes e, muitas vezes, da própria imprensa.

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Crédito da imagem: Sergio Lima – Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial (ChatGPT/OpenAI)

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Em diversas ocasiões, a imprensa tem razão em suas críticas e cobranças. Em outras, porém, exagera. Faz caras e bocas, aponta o dedo, cria polêmicas desnecessárias e acaba contribuindo para crucificar um futebol brasileiro que já vem sendo sacrificado há muito tempo e que, hoje, parece caminhar para um enterro anunciado.

Convido, então, todos nós a voltarmos à realidade.

Vamos acompanhar, como disse no início deste texto, um Campeonato Brasileiro longo, imprevisível, turbulento e, infelizmente, cada vez mais marcado pela falta de respeito. Provocações inconcebíveis se tornaram rotina: gestos ofensivos para a torcida adversária, chutes na bandeirinha de escanteio, jogadores pisando e sapateando sobre o escudo do clube rival, além de cenas lamentáveis que nada acrescentam ao espetáculo.

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Crédito da imagem: Sergio Lima – Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial (ChatGPT/OpenAI)

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Afinal, é esse o futebol que nos restará acompanhar nas noites de quarta e quinta-feira e nos finais de semana, na esperança de que, dentro das quatro linhas, a qualidade do jogo consiga superar o triste espetáculo da intolerância e da falta de esportividade.

Do contrário, teremos apenas que encarar o noticiário dos inúmeros problemas do nosso belíssimo país, onde muitos falam, muitos prometem, mas poucos realmente fazem alguma coisa para mudar a realidade. Fala-se muito.

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Crédito da imagem: Sergio Lima – Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial (ChatGPT/OpenAI)

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Faz-semuito pouco.

Adeus, futebol brasileiro cinco estrelas.

Que saudade daquele futebol que encantava o Brasil e o mundo, que fazia o torcedor sorrir antes mesmo de a bola rolar e transformava cada partida em um espetáculo inesquecível.

Crédito da imagem: Sergio Lima – Imagem ilustrativa criada com Inteligência Artificial (ChatGPT/OpenAI)

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Hoje, infelizmente, termino esta crônica com um sentimento de nostalgia e tristeza. Restaram apenas as boas lembranças de uma época em que os jogadores eram verdadeiros protagonistas, formados na essência do futebol, jogadores raízes que se transformaram em craques inesquecíveis e encantaram gerações com um futebol inteligente, criativo, técnico e extraordinário.

Tomara que um dia possamos voltar a ver esse futebol. Não por saudosismo, mas porque ele representava a verdadeira identidade do futebol brasileiro.

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Por Sergio Lima

 

 

Artigo anteriorCrônica – Inglaterra x França. Nada de baguette no café da manhã de hoje. Come aí um English Muffin.
BIOGRAFIA ___________________________________________________________________________________ Sergio Lima, ex-jogador profissional de futebol, natural de Campos dos Goytacazes, começou sua carreira no Americano FC, jogou em todas as categorias de base do clube. Em 1968 foi campeão campista juvenil, em seguida já com os profissionais em 1969, foi campeão Estadual. Ao finalizar o ano de 1969, Sergio foi transferido para o América do Rio. ____________________________________________________________________________________________ Em 1970, transferiu-se para o juvenil do América, ao final de 70 passou para os profissionais. Na sequência tornandou-se artilheiro da Taça Guanabara de 1973 e Vice-artilheiro do Campeonato Carioca de 1973. Atuou com extraordinários atletas Profissionais de futebol como, Edu, Thadeu Ricci, Jeremias, Sarão, Renato, Badeco, Alex, Luizinho, Gilmar, Ivo. Com o America foi Campeão da "TAÇA TAP" em 1973 importante torneio internacional realizado em Moçambique na África, tendo como adversário o gigante da época, o Benfica de Portugal e do craque Eusébio. ____________________________________________________________________________________________ Em 1974, sua história foi ilustrada luxuosamente com o Internacional de Porto Alegre, Hexacampeão Gaúcho invicto. Manga, Claudio, Figueiroa, Pontes, Vacarias, Paulo Roberto Falcão, Escurinho e Paulo Cesar Carpegiani, Valdomiro, Sergio Lima e Lula. Hexacampeão Gaúcho invicto. ____________________________________________________________________________________________ Em 1975, foi contratado pelo Guarani de Campinas, clube que formou um excelente time, com grandes jogadores da época como, Ziza, Amaral, Renato, Miranda, Davi, Sergio Gomes, Estevão Soares, Joãozinho, Voney, Bezerra, Alexandre Bueno, Edinaldo, Erb Rocha, Sergio Gomes, Hamilton Rocha, Osnir, Dionísio lateral esquerdo. Este plantel que foi base do histórico Guarani Campeão brasileiro de 1978. ____________________________________________________________________________________________ Em 1976, transferiu-se para o futebol mexicano onde ficou por 8 anos: Tudo teve início no Club Deportivo Jalísco, após em 1980 no Atlas Fútbol Clube, ambos da cidade de Guadalajara. Em 1982 no Clube Morélia da cidade de Morélia, estado de Michoacan e finalizou em 1983 no Clube Union de Curtidores da cidade de Leon, estado de Guanajuato. Em 1984, retornou ao Brasil para o Botafogo do Rio de Janeiro. Em 1985 foi contratado pelo Cabofriense Futebol Clube, da cidade de Cabo Frio, estado do Rio de Janeiro, onde encerrou sua carreira. ___________________________________________________________________________________________ Presente em Guadalajara na Copa do Mundo 1986 no México, trabalhou como comentarista esportivo na Rádio local chamada “Canal 58” de Guadalajara. Após a Copa do Mundo de 1986, começou sua trajetória de 30 anos nos Estados Unidos da América, onde foi convidado pela Universidade de Houston, Texas, através do seu responsável o excelentíssimo Professor Franco, para participar como instrutor do “Cougar Soccer Summer Camp” durante duas semanas. Após finalizar o compromisso dos Soccer Camps com a Universidade, foi convidado por vários amigos mexicanos dirigentes de clubes amadores locais e resolveu ficar em Houston, Texas, e começar uma nova vida e carreira nos Estados Unidos. ____________________________________________________________________________________________ Na sequência, depois de várias participações em diferentes Soccer Camps no Texas, fundou, oficializou e legalizou a Brazilian Soccer Academy, com o apoio espetacular de um grande amigo americano Skip Belt. Com experiência de muitos anos dentro do campo, passou conhecimento e os fundamentos básicos do futebol do Brasil para um número incontável de jovens americanos. ____________________________________________________________________________________________ Convidado pelo consulado Mexicano, idealizou e apresentou o projeto Houston Soccer After School Program para City of Houston Park and Recreation em 1994, para benefício de crianças e jovens entre 6 a 17 anos. Isso ocorreu na área metropolitana da cidade, onde concentrava a grande maioria de crianças e jovens negros e mexicanos, na época estavam com extremo e grande problema social que os envolvia com drogas e as abomináveis gangues. Desafio aceito, e o programa foi desenhado, aproveitando a infraestrutura dos Parks da cidade. O passo a passo foi dividido em três fases básicas: ____________________________________________________________________________________________ 1 – Criou-se uma liga em cada Park, onde havia jogos entre eles. ____________________________________________________________________________________________ 2 – Todos os meses havia torneios entre todos os Parks. ____________________________________________________________________________________________ 3 – Criou-se seleções para jogarem contra jovens de outras áreas e diferentes estados, sempre cuidando com os mínimos detalhes dos dispositivos e ensinamentos básicos do respeitado futebol do Brasil, para atrair e motivar a todos. O requisito principal era estar e manter boas notas e presença na escola, para desfrutar dos benefícios, recebendo gratuitamente todos os materiais de primeira linha doados por um conhecido patrocinador. Finalmente, aos 17 anos tinham a oportunidade de receber uma bolsa de estudos para ingressar em uma universidade americana. ____________________________________________________________________________________________ Foi apresentado e aprovado, Sergio se transformou em funcionário público da cidade de Houston por 17 anos até a sua aposentadoria. Muitíssimos jovens foram beneficiados pelo programa mudando radicalmente suas vidas, as drogas e gangues desapareceram. ____________________________________________________________________________________________ Sergio fez o curso de treinador da Federação Americana de Futebol, recebendo a “Licença National B’ e assumiu como Coach principal da Seleção do Sul do Estado do Texas, "South Texas Soccer Select Team Open Age". From 1994 to 1996, tornando-se o primeiro treinador brasileiro e negro “Afrodescendente” a dirigir a Seleção do Sul do Estado do Texas. ___________________________________________________________________________________________ Em 7 de setembro de 1992, fundou o Jornal Vida Brasil Texas, tornou-se editor, onde está até hoje maio de 2025, prestando este serviço a comunidade há 32 anos. O Jornal impresso foi até 2016 e os últimos 9 anos digital em português. ____________________________________________________________________________________________ Fundou em 2004, a Revista Brazilian Texas Magazine, é seu Editor. A revista até 2015 foi impressa, em 2016, passou a publicação digital em inglês. ____________________________________________________________________________________________ Compositor, teve participação do CD Brasil Forever 1997 da Banda brasileira criada no Texas em 1993, com finalidade de promover a cultura do Brasil. A Banda “Atravessados de Houston” – Texas, com tiragem de 10 mil CDs. Sergio Lima teve a participação com 10 músicas, sendo 8 autorais e 2 com parcerias. ____________________________________________________________________________________________ Compositor da música “I Love Rio”, escrita em inglês em homenagem ao Rio de Janeiro, com a luxuosa interpretação da excelente Elícia Oliveira em inglês. ______________________________________________________________________________________________ (Está disponível no YouTube) https://www.youtube.com/watch?v=l39hfwOkyYU&t=18s ____________________________________________________________________________________________ Representou a comunidade brasileira do Texas na I Conferência “Brasileiros no Mundo”, realizada em maio de 2008, com uma extrema característica acadêmica. Local, Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro, de iniciativa da Fundação Alexandre de Gusmão – FUNAG, órgão ligado ao Ministério das Relações Exteriores – MRE. ______________________________________________________________________________________________ A II Conferência “Brasileiros no Mundo”, realizada em outubro 2009, se desenvolveu com uma acentuada conotação política, tornando em certos momentos o diálogo tenso, desconfortável e até certo ponto cansativo, devido a falta de elasticidade de algumas lideranças acostumadas, creio a pontuar e determinar o rumo das conversas e decisões, em suas áreas ou comunidades no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro, de iniciativa da Fundação Alexandre de Gusmão – FUNAG, órgão ligado ao Ministério das Relações Exteriores – MRE. ____________________________________________________________________________________________ Sergio criou o espaço Brasil, especial na Biblioteca central da cidade de Houston, conseguiu doações de livros de algumas instituições das comunidades brasileiras de outros estados americanos para compor o espaço. ____________________________________________________________________________________________ Recebeu o Prêmio Brazilian International PRESS AWARDS , por 3 vezes, em reconhecimento pelos trabalhos como editor do Jornal Vida Brasil Texas em português e revista Brazilian Texas Magazine em inglês – 2011. ORIGINAL ARTICLE “AFRODESCENDENTES NA MÍDIA BRASILEIRA”. ______________________________________________________________________________________________ You are a winner for the 15th Annual Brazilian International PRESS AWARDS. Your outstanding performance and contribution for the Brazilian Culture was recognized by the Media and Cultural Leaders of the Brazilian Community in the United States. Join us for the 15th celebration of the Brazilian Cultural presence in the U.S. ____________________________________________________________________________________________ The Award Ceremony will be held at the Cinema Paradiso • Fort Lauderdale May 3rd 2012.

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