OPINIÃO – AS NOVAS REGRAS INTRODUZIDAS NO FUTEBOL BRASILEIRO

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Por Claudio Teixeira

Olá, queridas e queridos leitores do jornal Vida Brasil Texas. Para as pessoas que ainda não tiveram chance de se interarem sobre o assunto, trago, nesta edição, as novas regras implementadas no futebol brasileiro pela Confederação Brasileira de Futebol, CBF, as quais passaram a valer a partir da 23a. rodada do Brasileirão Série A, ou seja, desde o dia 15 de agosto de 2026, com a realização do jogo entre Fluminense 3 x 2 Palmeiras. E, como não poderia deixar de ser, continuo, aqui, metendo o meu nariz onde não sou chamado. Mas acho isso bom, pois é uma maneira de provocar suas opiniões sobre as novas regras. Ah, gente, e tem mais uma coisa que devo dizer a respeito desta matéria: novamente, o texto ficou longo. Mas não seria possível dar minha opinião sobre o assunto, sem ter a certeza de que quem está lendo tem conhecimento sobre as novas regras. Por isto, além de comentar, achei que seria também necessário divulgá-las. Mas leiam até o fim. Afinal, isto aqui é um bate- papo. É uma leitura fácil e direta. Em algumas vezes concordarão comigo e, em outras, não. Além do mais, reservei para o final uma informação muito boa, que possivelmente será surpresa para muita gente. Continuem lendo. Bem, vamos lá.

As novas regras visam coibir o antijogo e combater a cera no futebol, e foram aprovadas em reunião na segunda-feira, 10/08/26, pelos clubes das duas principais divisões brasileiras. Elas têm, como principal objetivo, aumentar o tempo de bola rolando. Mas há ainda um outro assunto, que não quero adiantar neste trecho do nosso bate-papo. Vou deixar, para o final, a informação e meus comentários sobre a eventual mudança de mais uma regra do futebol. A possível modificação ainda está sendo testada e avaliada pela FIFA. Mas do meu ponto de vista, se aprovada, será uma mudança muito mais importante do que todas essas novas regras abordadas aqui, e que já foram adotadas desde a última Copa, e agora estão valendo, também, no futebol brasileiro.

Vale também esclarecer, que as novas regras da CBF não se limitam apenas à Série A do Brasileirão. Serão também aplicadas a todas as divisões do Campeonato Brasileiro (Séries A, B, C e D no masculino), além da Série A1 do Brasileirão Feminino e da Copa do Brasil.

De acordo com a CBF, um estudo comparativo de tempo de bola rolando nas principais ligas do mundo e no Brasil, o Brasileirão da Série A fica à frente somente da Argentina. Vejam:

* MLS (EUA) – (2026) 57min12s de bola rolando
* Bundesliga (Alemanha) – (2026) 56min18s
* Ligue 1 (França) – 56min17s
* Premier League (Inglaterra) – 55min23s
* LaLiga (Espanha) – 55min09s
* Serie A (Itália) – 54min28s
* Brasileirão Série A – 52min54s
* Brasileirão Série B – 51min09s
* LPF Apertura (Argentina) – 50min02s

A CBF considera realista poder chegar a 57 minutos de bola rolando, com a soma da aplicação do conjunto das novas regras. Ou seja, essas novas regras permitirão alcançar até 63.33% do tempo total de 90 minutos. A CBF quer também ganhar ao menos 6 min 22 seg de tempo de bola rolando, em quatro quesitos:

* 203 segundos perdidos em média com faltas;
* 113 segundos perdidos com tempo de reposição de bola;
* 50 segundos com tempo de atendimento médico;
* 16 segundos em tempo de uso de VAR.

Não entendo como chegaram a esses cálculos, mas realmente acho muito esforço para tão pouco. Parece até piada. Vamos às novas regras:

Cinco segundos para as cobranças de laterais – Ao perceber que uma cobrança de lateral está sendo deliberadamente atrasada, o árbitro deverá soprar o apito em advertência e iniciar uma contagem regressiva visual de cinco segundos, usando os dedos da mão. Se o tempo se esgotar e o arremesso não for executado, a cobrança de lateral passará a ser feita pelo adversário.

Cinco segundos para a cobranca de tiro de meta – Da mesma forma, ao perceber que uma cobrança de tiro de meta está sendo propositalmente atrasada, ele deverá soprar o apito em advertência e iniciar uma contagem regressiva visual de cinco segundos, usando os dedos da mão. Caso o jogador não realize a cobrança dentro desse tempo, o lance será revertido em escanteio para o time adversário.

Reposição do goleiro – O goleiro agora tem até 8 segundos para repor a bola em jogo, após segurá-la nas mãos. Eventual atraso resultará em escanteio para o time adversário.

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Somente os capitães se dirigem ao árbitro – Quando houver discordância dos jogadores com algum lance que tenha sido marcado pelo árbitro, somente os capitães de ambos os times poderão se dirigir ao árbitro, para apresentar suas discordâncias ou alegações.

Dez segundos para o jogador sendo substituído sair de campo – O jogador sendo substituído terá 10 segundos para sair de campo após o quarto árbitro erguer a placa indicando a alteração. O árbitro iniciará uma contagem regressiva visual dos últimos cinco segundos, usando os dedos da mão. A exceção a esta regra se aplicará a jogador lesionado, que claramente não tenha condições de sair do campo por esforço próprio. Caso o jogador sendo substituído se atrase para sair de campo, seu substituto deverá aguardar fora de campo por um minuto após a saída de seu companheiro, ficando seu time com um jogador a menos, durante esse intervalo de tempo.

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Um minuto fora de campo, em caso de atendimento médico – Pela regra antiga, após receber atendimento médico, o jogador aguardava apenas a autorização do juiz para voltar ao jogo. Com a nova regra, será necessário aguardar pelo menos 60 segundos para voltar ao campo, deixando seu time com um jogador a menos durante esse intervalo de tempo. Caso o atendimento seja feito a um goleiro, um jogador de linha, qualquer, deverá ficar fora do campo por 1 minuto.

Lei Vini Jr. – Um jogador (ou suplente ou jogador substituído), que cobrir a boca ao se dirigir a um adversário, de forma que pareça provocativa, depreciativa ou inflamatória, deverá ser expulso pelo árbitro. Aliás, esta regra já foi utilizada logo em sua estreia, na 23a. rodada do Brasileirão. O árbitro Paulo Cesar Zanovelli da Silva expulsou Arthur Cabral, do Botafogo, por tapar a boca durante discussão com o técnico Jair Ventura, do Vitória, ao final da partida, que foi vencida pelos baianos por 1 a 0.

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Var: correção de segundo cartão amarelo e, a partir de 2027, revisão de escanteio – O VAR terá seu protocolo ampliado. Agora, além dos lances de gol, pênalti, cartão vermelho direto e erro de identificação, poderá intervir quando o árbitro aplicar, por engano, um segundo cartão amarelo que expulsaria um jogador (para mim isto parecia ser tão lógico, que nem teria necessidade de ter que virar uma nova regra). E a partir de 2027, a revisão será estendida para uma situação adicional: quando um escanteio concedido por engano resultar diretamente em gol ou pênalti (novamente, acho que isto também deveria ser feito, antes de o escanteio ser cobrado).

Considerados erros objetivos, o VAR poderá avisar diretamente à arbitragem, sem que o juiz tenha que ir ao monitor à beira do campo para interpretar o lance. Sobre essas duas regras, fico me perguntando o que os bandeirinhas estariam fazendo nos momentos de tais lances, já que ficam correndo nas linhas laterais do campo, exatamente com a função de auxiliarem o árbitro central?

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Muito bem. Essas são as novas regras. Eu gostaria, a partir daqui, de comentá-las. Não acredito que as novas regras alcançarão seus objetivos. Talvez no início, os juízes venham a observar os tempos que os jogadores levarão para executar cobranças de lateral e tiro de meta. Durante a Copa, os árbitros observaram bem essas regras. Inclusive os juízes brasileiros que nela atuaram. Mas é claro. Afinal de contas, o careca estava lá em seu cercadinho, em todos os jogos, com sua cara pomposa, observando tudo. Que árbitro deixaria de cumprir aquelas regras, naquelas circunstâncias? Ninguém se atreveria. Pode ser que em campeonatos do primeiro mundo, os árbitros continuem a observá-las e a mantê-las. Mas no Brasil? Não acredito.

Vale lembrar, que algumas dessas regras já haviam sido introduzidas no futebol brasileiro, tais como limitação de tempo para as cobranças de lateral, e também para a reposição de bola pelo goleiro. Outra regra que já havia sido introduzida, diz respeito à comunicação com o árbitro, a qual deveria ser feita apenas pelos capitães dos times, etc. No princípio, todos os juízes adotaram essa postura. Passado algum tempo, poucos são os juízes que continuam a observar tais regras. Aliás, muito pouco deles. E o que temos visto nas partidas recentes de futebol? É comum a cena de haver 4, 5 ou 6 jogadores encurralando o juiz por alguma coisa que tenha marcado ou que tenha deixado de marcar, parecendo, em muitas ocasiões, que irão agredi-lo fisicamente. Com relação à cobrança de laterais, pouquíssimos árbitros observam o tempo que levam para fazer a cobrança, e em diversas cobranças, nem exigem que sejam cobradas realmente dos locais de saída de bola. Como sabemos, muitos jogadores (senão a maioria) fazem cara de paisagem e avançam adiante por 3 a 5 metros do local onde a bola saiu, para fazer a cobrança de lateral.

E o que dizer dos atendimentos médicos? Ora, ora, esses atendimentos costumam levar, pelo menos, dois minutos. Em muitos casos (senão a maioria deles), costumam se estender para além dos dois minutos, tempo esse que normalmente não são integralmente incluídos nos tempos adicionais. Esse tempo de atendimento médico é tolerado ainda mais pelos árbitros, quando se trata dos goleiros. Isto porque não é possível reiniciar a partida sem que o goleiro se sinta recuperado. Que cera boa essa, não é mesmo?

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Até que, ultimamente, durante as substituições, os jogadores têm saído de campo com maior rapidez. Mas a imagem que mais me vêm à cabeça, quando penso nos momentos de substituições, são os sinais de positivo que fazem com o polegar para seus companheiros dentro de campo, e as palminhas de agradecimento (e a respectiva voltinha de corpo) para sua torcida ao redor do estádio.  Bem, a punição para quem demorar a cobrar um lateral (reversão da cobrança), bem como para a reposição demorada de bola pelo goleiro (a qual resulta em escanteio para o adversário) até que são boas. Tratam-se, mesmo, de punições que talvez os times não estejam dispostos a correr tais riscos. Mas e daí?

Essas punições resultarão em mais tempo de bola em jogo? Claro que não. Uma providência muito boa, tomada recentemente pela FIFA, foi a adoção de bolas antepostas ao longo das linhas literais. Esta medida acabou, definitivamente, com a cera que era produzida não por abelhas, mas pelos gandulas, que atrasavam propositalmente a entrega de bola para as cobranças de lateral, sempre que esta atitude beneficiasse, de alguma forma, o time da casa.

Da mesma forma, a tal punição para que um jogador fique um minuto fora de campo, nos casos de atendimento médico ou de substituições, também não irá alcançar o objetivo de maior tempo de bola rolando. Nestes dois casos, principalmente o de atendimento médico, o tempo exigido para tal ocorrência é muito maior do que um minuto. Então acho que valerá a pena ganhar de 3 a 4 minutos de cera, por um minuto de seu jogador de fora de campo. A troca de um tempo pelo outro compensa.

Temos ainda uma outra situação, em que não há qualquer previsão de limitação de tempo ou de punição: a comemoração de gol. Ah, que beleza! Saltar as placas de anúncios e ir até bem pertinho da torcida e mandar beijos, e na volta ao campo, o jogador que marcou o gol, ser abraçado por seus companheiros, pelo técnico e sua equipe, pelos jogadores reservas, pelo mascote do time, etc, etc. Não tenho nada contra esta comemoração. O prazer e a alegria são fundamentais e grandes demais, e a comemoração deve ser feita, sim. Mas, de novo, nada disso aumenta o tempo de bola rolando. Principalmente nos jogos onde são aplicadas goleadas elásticas. Ai, então, temos ainda mais tempo de bola parada.

Olha, gente, o que eu gostaria mesmo de chamar a atenção é que, ainda que tudo funcionasse direitinho, conforme o desejo da CBF, o tempo de bola rolando seria aumentado em míseros 4 minutos e 6 segundos (cálculo: 57 minutos, que é o tempo de bola rolando pretendido pela CBF, menos os 52min 54s de tempo atual de bola rolando na Série A). Acho que é muito esforço para pouco resultado.

Sobre tal objetivo pretentido pela CBF, pude constatar, navegando pelos caminhos da Internet, que a imensa maioria dos amantes e torcedores do futebol, desejaria uma única e simples mudança, que garantiria um total de 60 minutos de tempo de bola rolando durante um jogo. E nem seriam necessários aqueles tradicionais minutos extras (que normalmente resultam em tempo adicional muito menor do que o tempo real de interrupção durante o jogo). A solução seria a paralisação do cronômetro (o qual seria exibido no placar do estádio e controlado pelo VAR ou por quem de direito), durante os momentos em que o jogo viesse a ser interrompido, a exemplo do que ocorre em outros esportes, como o basquete, o futebol americano, o futsal e o handebol.

É claro que as redes de TV que transmitem jogos de futebol, principalmente as TVs abertas, que têm uma programação repetitiva e, em sua maioria, chata, iriam protestar e fazer todo lobby possivel para que a FIFA não viesse a aprovar tal mudança. Mas não posso deixar de observar que uma alteração dessa seria totalmente em benefício do futebol. Por outro lado, o futebol não deve ficar refém dos horários das redes de TV (o que já foi muito pior em passado recente, quando a rede Globo monopolizava a transmissão desse esporte). As redes de TV que continuassem interessadas em transmitir as partidas de futebol, teriam que adaptar o horário sua programação a esta realidade, como fazem as redes de TV (em especial as norte-americanas) que transmitem jogos de basquete e de futebol americano.

Estou totalmente de acordo com a sugestão dada pela maioria dos amantes do futebol. Acho, assim, que trinta minutos de bola rolando, em cada tempo de jogo, seria o ideal.

Ah, essa não, vocês devem estar pensando. Mas vejam: a realidade nos mostra que, dos 90 minutos previstos para cada partida, apenas 57minutos e 12 segundos, no máximo, são realmente de bola rolando. Com a proposta de parada do cronômetro, além da certeza de 60 minutos de bola rolando, os árbitros não iriam mais, neste sentido, se sentirem pressionados pelos times e pelas torcidas, e também não precisariam mais ficar mentindo para os jogadores, para o público presente e para as câmeras de TV, ao apontar para seus cronômetros, indicando que “estão contando o tempo de bola parada”. Que maravilha seria. O que vocês pensam disso?

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Impedimento semiautomático, da Fifa – Divulgação / Fifa

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Alteração na regra do impedimento – Por último (e esta, sim, uma notícia maravilhosa), gostaria de comentar que a FIFA está realizando testes práticos de uma alteração importante na regra do impedimento, designada como a regra da “luz do dia”. No conceito desta regra, o atacante só estará impedido se o seu corpo inteiro estiver completamente à frente do penúltimo defensor, deixando um espaço claro entre eles (“luz”). Ou seja, o lance será considerado válido, se qualquer parte do corpo do atacante, que sirva para fazer gol, estiver na mesma linha ou um pouco à frente do último defensor de linha, desde que não haja uma separação visivel entre os dois corpos.

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Isto acabaria com os impedimentos milimétricos (por ponta de chuteira ou ombro) e viria a beneficiar o futebol ofensivo. A International Football Association Board (IFAB) autorizou testes práticos desta regra em ligas específicas, como na Premier League Canadense. A regra tradicional continuará em vigor nas principais ligas do mundo e torneios oficiais, até que a FIFA analise os resultados dos testes e decida sobre uma eventual aprovação definitiva.

Tomara que esta regra venha a ser aprovada. Acho ridícula a atual regra de impedimento. Em toda minha vida, nunca assisti a um jogo de futebol onde houvesse ombros ou cotovelos correndo pelo campo. É ridículo marcar um impedimento por ter um ombro, ou um cotovelo, ou mesmo a ponta de uma chuteira, à frente do último defensor de linha do time adversário.

Sempre achei que o impedimento deveria ser marcado considerando outras situações. Por exemplo, quando o pé de apoio do atacante estivesse, em princípio, além de 30 centímetros do pé de apoio do último defensor de linha do time adversário. Pra dizer a verdade, acho que a regra de impedimento nem deveria existir. Acho que cada time é que deveria ficar de olho no atacante do time adversário. Como acontece na vida real de todos nós. O que vocês acham? Bem, fico por aqui.

Até a próxima, gente.

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Por Claudio Teixeira

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BIOGRAFIA ___________________________________________________________________________________ Sergio Lima, ex-jogador profissional de futebol, natural de Campos dos Goytacazes, começou sua carreira no Americano FC, jogou em todas as categorias de base do clube. Em 1968 foi campeão campista juvenil, em seguida já com os profissionais em 1969, foi campeão Estadual. Ao finalizar o ano de 1969, Sergio foi transferido para o América do Rio. ____________________________________________________________________________________________ Em 1970, transferiu-se para o juvenil do América, ao final de 70 passou para os profissionais. Na sequência tornandou-se artilheiro da Taça Guanabara de 1973 e Vice-artilheiro do Campeonato Carioca de 1973. Atuou com extraordinários atletas Profissionais de futebol como, Edu, Thadeu Ricci, Jeremias, Sarão, Renato, Badeco, Alex, Luizinho, Gilmar, Ivo. Com o America foi Campeão da "TAÇA TAP" em 1973 importante torneio internacional realizado em Moçambique na África, tendo como adversário o gigante da época, o Benfica de Portugal e do craque Eusébio. ____________________________________________________________________________________________ Em 1974, sua história foi ilustrada luxuosamente com o Internacional de Porto Alegre, Hexacampeão Gaúcho invicto. Manga, Claudio, Figueiroa, Pontes, Vacarias, Paulo Roberto Falcão, Escurinho e Paulo Cesar Carpegiani, Valdomiro, Sergio Lima e Lula. Hexacampeão Gaúcho invicto. ____________________________________________________________________________________________ Em 1975, foi contratado pelo Guarani de Campinas, clube que formou um excelente time, com grandes jogadores da época como, Ziza, Amaral, Renato, Miranda, Davi, Sergio Gomes, Estevão Soares, Joãozinho, Voney, Bezerra, Alexandre Bueno, Edinaldo, Erb Rocha, Sergio Gomes, Hamilton Rocha, Osnir, Dionísio lateral esquerdo. Este plantel que foi base do histórico Guarani Campeão brasileiro de 1978. ____________________________________________________________________________________________ Em 1976, transferiu-se para o futebol mexicano onde ficou por 8 anos: Tudo teve início no Club Deportivo Jalísco, após em 1980 no Atlas Fútbol Clube, ambos da cidade de Guadalajara. Em 1982 no Clube Morélia da cidade de Morélia, estado de Michoacan e finalizou em 1983 no Clube Union de Curtidores da cidade de Leon, estado de Guanajuato. Em 1984, retornou ao Brasil para o Botafogo do Rio de Janeiro. Em 1985 foi contratado pelo Cabofriense Futebol Clube, da cidade de Cabo Frio, estado do Rio de Janeiro, onde encerrou sua carreira. ___________________________________________________________________________________________ Presente em Guadalajara na Copa do Mundo 1986 no México, trabalhou como comentarista esportivo na Rádio local chamada “Canal 58” de Guadalajara. Após a Copa do Mundo de 1986, começou sua trajetória de 30 anos nos Estados Unidos da América, onde foi convidado pela Universidade de Houston, Texas, através do seu responsável o excelentíssimo Professor Franco, para participar como instrutor do “Cougar Soccer Summer Camp” durante duas semanas. Após finalizar o compromisso dos Soccer Camps com a Universidade, foi convidado por vários amigos mexicanos dirigentes de clubes amadores locais e resolveu ficar em Houston, Texas, e começar uma nova vida e carreira nos Estados Unidos. ____________________________________________________________________________________________ Na sequência, depois de várias participações em diferentes Soccer Camps no Texas, fundou, oficializou e legalizou a Brazilian Soccer Academy, com o apoio espetacular de um grande amigo americano Skip Belt. Com experiência de muitos anos dentro do campo, passou conhecimento e os fundamentos básicos do futebol do Brasil para um número incontável de jovens americanos. ____________________________________________________________________________________________ Convidado pelo consulado Mexicano, idealizou e apresentou o projeto Houston Soccer After School Program para City of Houston Park and Recreation em 1994, para benefício de crianças e jovens entre 6 a 17 anos. Isso ocorreu na área metropolitana da cidade, onde concentrava a grande maioria de crianças e jovens negros e mexicanos, na época estavam com extremo e grande problema social que os envolvia com drogas e as abomináveis gangues. Desafio aceito, e o programa foi desenhado, aproveitando a infraestrutura dos Parks da cidade. O passo a passo foi dividido em três fases básicas: ____________________________________________________________________________________________ 1 – Criou-se uma liga em cada Park, onde havia jogos entre eles. ____________________________________________________________________________________________ 2 – Todos os meses havia torneios entre todos os Parks. ____________________________________________________________________________________________ 3 – Criou-se seleções para jogarem contra jovens de outras áreas e diferentes estados, sempre cuidando com os mínimos detalhes dos dispositivos e ensinamentos básicos do respeitado futebol do Brasil, para atrair e motivar a todos. O requisito principal era estar e manter boas notas e presença na escola, para desfrutar dos benefícios, recebendo gratuitamente todos os materiais de primeira linha doados por um conhecido patrocinador. Finalmente, aos 17 anos tinham a oportunidade de receber uma bolsa de estudos para ingressar em uma universidade americana. ____________________________________________________________________________________________ Foi apresentado e aprovado, Sergio se transformou em funcionário público da cidade de Houston por 17 anos até a sua aposentadoria. Muitíssimos jovens foram beneficiados pelo programa mudando radicalmente suas vidas, as drogas e gangues desapareceram. ____________________________________________________________________________________________ Sergio fez o curso de treinador da Federação Americana de Futebol, recebendo a “Licença National B’ e assumiu como Coach principal da Seleção do Sul do Estado do Texas, "South Texas Soccer Select Team Open Age". From 1994 to 1996, tornando-se o primeiro treinador brasileiro e negro “Afrodescendente” a dirigir a Seleção do Sul do Estado do Texas. ___________________________________________________________________________________________ Em 7 de setembro de 1992, fundou o Jornal Vida Brasil Texas, tornou-se editor, onde está até hoje maio de 2025, prestando este serviço a comunidade há 32 anos. O Jornal impresso foi até 2016 e os últimos 9 anos digital em português. ____________________________________________________________________________________________ Fundou em 2004, a Revista Brazilian Texas Magazine, é seu Editor. A revista até 2015 foi impressa, em 2016, passou a publicação digital em inglês. ____________________________________________________________________________________________ Compositor, teve participação do CD Brasil Forever 1997 da Banda brasileira criada no Texas em 1993, com finalidade de promover a cultura do Brasil. A Banda “Atravessados de Houston” – Texas, com tiragem de 10 mil CDs. Sergio Lima teve a participação com 10 músicas, sendo 8 autorais e 2 com parcerias. ____________________________________________________________________________________________ Compositor da música “I Love Rio”, escrita em inglês em homenagem ao Rio de Janeiro, com a luxuosa interpretação da excelente Elícia Oliveira em inglês. ______________________________________________________________________________________________ (Está disponível no YouTube) https://www.youtube.com/watch?v=l39hfwOkyYU&t=18s ____________________________________________________________________________________________ Representou a comunidade brasileira do Texas na I Conferência “Brasileiros no Mundo”, realizada em maio de 2008, com uma extrema característica acadêmica. Local, Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro, de iniciativa da Fundação Alexandre de Gusmão – FUNAG, órgão ligado ao Ministério das Relações Exteriores – MRE. ______________________________________________________________________________________________ A II Conferência “Brasileiros no Mundo”, realizada em outubro 2009, se desenvolveu com uma acentuada conotação política, tornando em certos momentos o diálogo tenso, desconfortável e até certo ponto cansativo, devido a falta de elasticidade de algumas lideranças acostumadas, creio a pontuar e determinar o rumo das conversas e decisões, em suas áreas ou comunidades no Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro, de iniciativa da Fundação Alexandre de Gusmão – FUNAG, órgão ligado ao Ministério das Relações Exteriores – MRE. ____________________________________________________________________________________________ Sergio criou o espaço Brasil, especial na Biblioteca central da cidade de Houston, conseguiu doações de livros de algumas instituições das comunidades brasileiras de outros estados americanos para compor o espaço. ____________________________________________________________________________________________ Recebeu o Prêmio Brazilian International PRESS AWARDS , por 3 vezes, em reconhecimento pelos trabalhos como editor do Jornal Vida Brasil Texas em português e revista Brazilian Texas Magazine em inglês – 2011. ORIGINAL ARTICLE “AFRODESCENDENTES NA MÍDIA BRASILEIRA”. ______________________________________________________________________________________________ You are a winner for the 15th Annual Brazilian International PRESS AWARDS. Your outstanding performance and contribution for the Brazilian Culture was recognized by the Media and Cultural Leaders of the Brazilian Community in the United States. Join us for the 15th celebration of the Brazilian Cultural presence in the U.S. ____________________________________________________________________________________________ The Award Ceremony will be held at the Cinema Paradiso • Fort Lauderdale May 3rd 2012.

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